13 de Fevereiro de 2010

Muitos dos medicamentos são administrados pela via oral, transcutânea, mas também pela injecção. Entre as injecções, as vias mais utilizadas são as subcutâneas (SC) e as intermusculares (IM). Existem igualmente outras vias, contudo são utilizadas genericamente no foro veterinário.
A Subcutânea e a intermuscular são actualmente as injecções que são indiscriminadamente utilizadas pelos criadores ou pelos tratadores de gado, muitas vezes mal efectuadas, que levam o stress ao animal, sem respeitar o bem-estar animal. É indispensável a pratica de injecções em boas condições.
Em todo o caso, parece-nos imprescindível para a realização de uma intervenção, uma boa contenção do animal, com a ajuda de uma manga de contenção. Verificamos que em muitas explorações esta realidade básica não existe, indispensável para a segurança de todos.

VIA SUBCUTÂNEA

Definição
Estas injecções consistem em administrar dentro do tecido conjuntivo subcutâneo, um produto que se dispersa lentamente no organismo.
Objectivo
Em uma forma geral esta via utiliza-se para as vacinas, que ao dispersarem-se lentamente no organismo, vão assegurar a criação de anticorpos que previnem as doenças. As injecções subcutâneas têm uma acção preventiva. A prevenção, de uma forma geral, é de seis meses a um ano, utilizando-se o rappel para voltar a reforçar a quantidade de anticorpos por mais um período de tempo.
Outros produtos administrados frequentemente pela via subcutânea são os desparasitantes, soros, no entanto, não respondem na sua utilização à definição e aos objectivos deste tipo de via.

O material necessário
– Uma seringa estéril com o volume apropriado à injecção.
– Agulhas esterilizadas curtas de 10 a 15 mm, com um diâmetro de 10 a 13/10, segundo a viscosidade do produto utilizado.
– Álcool e algodão.
– Um marcador.

A localização
No Adulto ou no jovem bovino, as diferentes localizações são as mesmas. Com o objectivo de ter em conta a diminuição dos riscos de criação de abcessos (segundo o produto utilizado), que não tem qualquer impacto negativo na vida do animal, mas com uma aparência negativa para os visitantes, é aconselhável a realização das injecções com a seguinte prioridade:

1. Ao nível da barbela (antes da ponta da espádua),
2. Sobre a fase lateral da tábua do pescoço,
3. No pós espádua.
As localizações são também a definir pelo operador, consoante o tipo de contenção utilizado.

Técnica a utilizar
É fortemente aconselhado proceder a uma desinfecção no ponto de impacto da agulha, de forma a diminuir os agentes patogénicos no local, prevenindo assim, futuras complicações. Puxar a pele, picar perpendicularmente a pele, largar a pele, injectar lentamente o produto e colocar o dedo sobre o orifício na pele para que o produto não retorne, são os pontos sequenciais a seguir pelo operador.
As injecções pela via subcutânea são difíceis de executar correctamente. Injectar bolhas de ar não tem qualquer importância. Deve-se evitar vacinar um animal doente.

VIA INTRAMUSCULAR

Definição
É uma administração no meio da massa muscular de um produto que será absorvido rapidamente pelos capilares sanguíneos.

Objectivo
A via intermuscular é utilizada para injectar os produtos curativos de eficiência rápida. Administram-se assim, os antibióticos, as vitaminas, anti-parasitários, certas hormonas ...

O material necessário
– seringa esterilizada ao volume apropriado da injecção.
– Agulhas esterilizadas de 30 a 40 mm de comprimento com um diâmetro de 10 a 15/10 segundo a fluidez do produto.
– Álcool e algodão.
– Um marcador.

A localização
O operador deverá privilegiar o terço superior do pescoço (1), sobretudo em jovens animais com destino ao abate (evita nervos e vertebras). As infecções neste local, têm uma incidência a nível económico reduzida, porque esta zona corresponde a peças de terceira categoria. Se esta zona não está disponível, ou por qualquer outra razão, poderá realizar a via intramuscular na região da garupa, a meia distância entre a ponta da anca e a base da pombinha para os animais em reprodução. Dever-se-á ter em atenção, que a permanência do animal na exploração por algum tempo, é um factor predominante para a utilização desta via nesta região. Um animal que o seu abate esteja previsto para breve, não deverá de ser injectado na garupa.

Técnica a utilizar
– Desinfectar o local de aplicação.
– Espetar a agulha perpendicularmente no músculo, posteriormente montar a seringa na agulha.
– Injectar lentamente o produto, retirando a agulha rapidamente, com o objectivo de colocar o dedo no orifício provocado pela agulha. É desejável antes de injectar o produto, verificar se a extremidade da agulha se encontra numa veia, aspirando. Se o sangue entra na seringa, retirar a agulha e voltar a executar a operação desviado do local 5 a 6 cm de distância.
Estas injecções são fáceis de realizar, contudo:
– Prevenir se não pica o osso,
– Evitar de injectar ar, para não correr o risco de provocar um meio anaeróbio favorável ao desenvolvimento de microorganismos na massa muscular, principalmente se o material não está convenientemente desinfectado.

Conselhos Práticos:
– Para escolha das agulhas: uma agulha 45/10 significa 45 mm de comprimento, e 1/10 de 1 mm de diâmetro interior.
– Para encher uma seringa de produto a partir de um frasco novo, despejar o ar da seringa no interior do frasco para que o produto penetra com facilidade no interior da seringa.
– Verificar o estado da agulha passando com o dedo pela extremidade desta. Deitá-la fora se arranha.
– Utilizar de preferência as agulhas e seringas esterilizadas. Após a intervenção, limpá-las rapidamente. A esterilização a frio é preferível. Limpar os jogos das seringas com óleo de silicone.
- Trocar agulhas após cada grupo de 5 a 10 animais.

publicado por Santos Vaz às 17:56

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