13 de Fevereiro de 2010

PADRÃO DA RAÇA
Caracteres gerais
Raça psiquicamente viva, morfologicamente de braquicefelia notória, eumétrica, mediolínea, de aloidismo ortoide e de tipo constitucional robusto e digestivo.
A forma corporal é rectangular nas fêmeas e nos machos jovens. Os machos adultos apresentam o terço anterior mais desenvolvido do que o posterior. A aparência é fina sem ser, contudo, frágil, uma vez que apresenta um forte caracter dinamoforo, nos tipos de montanha e, aparência mais robusta nos tipos de planície.
Caracteres regionais
A cabeça é curta, seca e expressiva, ampla na porção craneal e larga na porção facial. A fronte é larga e com uma ligeira depressão central, mais evidenciada devido às protuberâncias orbitárias. A marrafa é abundante de pêlos curtos e lisos e de cor avermelhada. A inserção dos cornos é de tipo ortocero, isto é, saindo lateralmente na horizontal, para de seguida se dirigirem para a frente e para baixo, de tal forma que o tronco do corno fica paralelo ao chanfro. As pontas dirigem-se para cima e para fora. Os olhos são grandes e ligeiramente salientes. As orelhas são bem inseridas. O chanfro é recto e o focinho é largo de cor preta e orlado de branco.
O pescoço, nos machos, é medianamente musculado e de bordo superior convexo; nas fêmeas é fino e direito. Para ambos os sexos, a barbela é bem desenvolvida, com pregas e de perfil contínuo desde o vértice do ângulo das entre ganachas, até ao cilhadouro.
O tronco é bem proporcionado, de cernelha ligeiramente saliente e linha dorso-lombar ligeiramente lordósica com a consequente elevação da região da cauda principalmente nos animais adultos. O peito é medianamente largo, o tórax é profundo e as costelas bem arqueadas. A garupa é larga na região bi-ilíaca e muito estreita na bi-isquiática. O ventre é grande e os flancos são extensos. A cauda é normalmente de inserção alta, medianamente grossa, de secção circular, e regularmente encabelada
O sistema mamário é regularmente desenvolvido com o úbere coberto de pêlos grandes e finos. Os tetos são grossos e com um desenvolvimento normalmente assimétrico.
Os membros são de longitude média, de ossos finos e de estrutura anatómica perfeita. As unhas são pequenas, duras e pigmentadas. Os aprumos são correctos.
A pele é medianamente elástica e grossa revestida de pêlos abundantes, grossos e lisos. As mucosas são pigmentadas.
A cor é, na sua origem, preta com listão dorsal avermelhado, embora predominem na actualidade, fêmeas castanhas, com graus de tonalidade escura em função das regiões corporais (pescoço, espádua e barbela, ventre e terço posterior.

SISTEMAS DE EXPLORAÇÃO
O bovino Maronês é explorado num sistema complexo de semi-estabulação, com um regime alimentar, também com domínio do pastoreio no caso dos animais adultos, e à estabulação permanente, com o consequente regime alimentar à manjedoura, para os animais jovens
A venda é efectuada por volta dos sete/oito meses, sendo normalmente nessa altura que o vitelo é desmamado.
A reprodução faz-se predominantemente por cobrição natural, normalmente com machos existentes em postos de cobrição particulares, a onde se deslocam as vacas.
O ritmo reprodutivo é o mais intensivo possível, sendo as novilhas cobertas logo que atinjam um patamar de desenvolvimento tido como “razoável” (dos 14 aos 18meses) e as vacas predominantemente cobertas ao 1º cio pós-parto.
Os partos distribuem-se ao longo de todo o ano, embora com alguma irregularidade mensal.


 

ÁREA DE EXPLORAÇÃO
A base geográfica da exploração da raça bovina Maronesa, engloba fundamentalmente, duas regiões naturais – a do Alvão-Marão e a da Padrela (concelhos de, Alijó, Mondim de Basto, Murça, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real, e, ainda, parte dos concelhos de Amarante, Boticas, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Chaves, Montalegre e Valpaços).

CARACTERÍSTICAS PRODUTIVAS E REPRODUTIVAS
Pesos de carcaça aos 7 meses, isto é ao desmame, de 98 Kg.
Grandes facilidades de parto (apenas 5,3% dos partos necessitam de ajuda, representando a ajuda veterinária, apenas 2,9%) tem elevados dotes maternais com capacidade láctea mais que suficiente para permitir um bom ritmo de crescimento da cria.
Cerca de 44,8 % das vacas a atingem o 10º parto.LIVRO GENEALÓGICO

MELHORAMENTO
As acções de Melhoramento são conduzidas pela Associação de Criadores do Maronês, entidade gestora do Registo Zootécnico da Raça, sob tutelo da DGV, e visam à melhoria sistemática das características, que na actualidade têm maior valor económico, concretamente:
– no segmento mãe, a adaptação ao meio, traduzida pela precocidade sexual, o intervalo entre partos e as qualidades maternas;
– no segmento pai, o perfil étnico, a fertilidade, a velocidade de crescimento e o rendimento e a qualidade da carcaça;
– no segmento filho, o peso ao desmame e a qualidade e rendimento em carne.
– O programa de melhoramento serve-se da informação produtiva e reprodutiva recolhida nas explorações e da classificação da carcaça e o seu rendimento em carne no matadouro.
A preservação e o melhoramento da raça Maronesa estão a cargo da Associação de Criadores do Maronês (ACM. Na actualidade, a associação, que representa praticamente a totalidade dos 2 000 criadores, assume um papel fundamental na prestação de vários serviços, com destaque para a gestão do livro genealógico da raça, isto é, registo no livro de nascimentos e livro de adultos dos animais e suas genealogias, identificação ao nascimento de todos os animais puros por protocolo com o SNIRB, definição de objectivos e implementação de métodos com vista ao melhoramento genético com destaque para a inseminação artificial com sémen de touros testados, controlo de performances reprodutivas em todo o efectivo e produtivas, por pesagem regulares, em 70% das crias, organização de concursos pecuários e recria de reprodutores masculinos.

O Agrupamento de Produtores “CARNE MARONESA - DOP” é uma secção especializada da Cooperativa Agrícola de Vila Real, que engloba os criadores acreditados para a produção de carne certificada, isto é, que exploram os animais “em raça pura” e em sistema natural de produção, com um regime alimentar constituído exclusivamente de produtos da exploração privada ou em áreas baldias circundantes e segundo o cumprimento integral das regras de bem estar animal.
Este agrupamento tem por missão a gestão da marca “CARNE MARONESA”, isto é, a aquisição dos animais aos produtores credenciados, o abate desses mesmos animais, a desmancha e embalagem em vácuo das suas carcaças, no matadouro da zona demarcada, e a comercialização directa aos consumidores (Coop. Agrícola de Vila Real, Abambres) ou a estabelecimentos credenciados para o efeito (talhos, restaurantes, etc.).

A carne bovina maronesa com denominação de origem protegida, designada comercialmente por CARNE MARONESA – DOP, é um produto, com características sensoriais, nutritivas e hígio-sanitárias de elevada qualidade, resultante da união* feliz de três vectores: um genótipo, corporizado na raça bovina maronesa, uma região, delimitada pelas serranias do Marão – Alvão – Padrela e um modo de produção diferenciado e amigo do ambiente.
As características desta carne são, na vitela, a cor rosa, com alguma gordura uniformemente distribuída e de cor branca, no novilho, com cor vermelha clara com moderada gordura intramuscular de cor marfim e músculo de grão finíssimo, com consistência firme e ligeiramente húmido; e na vaca, com cor vermelha escura, com forte gordura intramuscular de cor marfim e músculo com consistência firme e húmido. O aroma é simples e delicado, a suculência é extraordinária e o “flavor” é excepcional, proporcionando sensações olfactivas e gustativas ímpares.
O produto apresenta-se num mercado especial em meias carcaças ou desmanchada em porções específicas embaladas em vácuo, devidamente rotulada, isto é, com identificação do matadouro, rótulo do agrupamento de produtores e selo de certificação, e segundo três grandes tipos:
- vitela – carne proveniente de animais abatidos entre os 5 e os 9 meses de idade, com peso de carcaça entre os 75 e os 130 kg;
- Novilho – carne proveniente de animais abatidos entre os 9 e os 24 meses de idade, com um peso de carcaça mínimo de 130 kg
- Vaca – carne de animais abatidos entre os 2 e os 4 anos de idade com peso de carcaça entre os 200 e 300 kg.


O regime de maneio é misto de estabulação e pastoreio, que garante o bem-estar animal. A estabulação faz-se em cortes ou lojas tradicionais, com camas de palha e mato, num acrescento permanente que visa manter os animais comodamente instalados e produzir estrume para a fertilização dos solos agrícolas.
A dieta dos animais adultos é constituída por produtos cultivados e ervas e arbustos naturais dos terrenos baldios ou prados privados. As crias estão permanentemente estabulados e mamam até aos 7-8 meses.

publicado por Santos Vaz às 17:54

Seniores
Campeonato Divisão de Honra - A.F. Braga | 20ª Jornada
Sábado 27 Fevereiro às 15h00
ARÕES S.C. vs atlético CABECEIRENSE
campo de jogos:
Parque Desportivo Arões S.C. | Centro Formação da Juventude de Arões
em Arões S.Romão | Fafe

Para este encontro, a realizar-se no dia 27 de Fevereiro pelas 15H00, a direcção do clube comunica que todos os sócios, adeptos Aronenses e publico em geral, terão ENTRADA GRATUITA.

http://aroessportclube.blogs.sapo.pt/
25 de Fevereiro de 2010 às 01:27

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