16 de Fevereiro de 2010

 

A carne de coelho é considerada uma carne branca e com um teor moderado
de gordura. Os coelhos criados no campo à base dos produtos que lá
encontram têm, normalmente, a carne mais escura, mais saborosa e com
menos gordura.


Informação nutricional

A carne de coelho é uma excelente fonte de proteínas de elevado valor
biológico acompanhadas por um teor moderado de gordura. Do conteúdo
vitamínico destacam-se as vitaminas do complexo B, principalmente Niacina
(ou B3), B6 e B12. Relativamente aos minerais, destacam-se o potássio, o
fósforo e o ferro. O teor de sódio é baixo na carne crua, sendo a cocção o
factor decisivo no teor final de sódio da carne. O seu teor de colesterol é
baixo em comparação com as outras carnes.

 


Tabela de composição nutricional (100g de porção edível)

 

 

Coelho Cru

Coelho estufado
em Azeite

Energia (Kcal)

117

212

Água (g)

74,4

58,6

Proteina (g)

20,3

26,5

Lipidos (g)

4,0

11,0

Hidratos de Carbono (g)

0

0,7

Colesterol (g)

48

59

Niacina (mg)

4,0

4,2

Vitamina B6 (mg)

0,50

0,56

Vitamina B12 (mg)

9,0

8,2

Potássio (mg)

376

549

Sódio (mg)

58

521

Fósforo (mg)

220

293

Ferro (mg)

1,0

1,5

















mg = miligramas. Porção Edível = diz respeito ao peso do alimento
que é consumido depois de rejeitados todos os desperdícios. Fonte:
Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa:
Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006.

 

Vantagens e desvantagens

O coelho é uma carne branca, pelo que se cozinha com facilidade e sem
a necessidade de recorrer ao excesso de gorduras. Constitui assim uma
excelente fonte de proteínas de elevado valor biológico acompanhadas
por um baixo teor de gorduras.

Este tipo de carnes é particularmente recomendado em substituição das
carnes vermelhas para pessoas com necessidade de baixar o consumo
de gorduras e colesterol, como em casos de elevado risco de doenças
cardiovasculares.

As carnes brancas têm um conteúdo de ácido úrico mais baixo que as
vermelhas, sendo por isso mais adequadas para pessoas com hiperuricemia
ou gota.


Como comprar e conservar

Normalmente, o coelho é vendido por inteiro, desprovido de vísceras e
totalmente limpo. Deverá eleger uma peça que não seja demasiado jovem
porque tem pouco sabor, nem demasiado velha porque é dura. Para escolher
uma boa peça, poderá palpar a articulação das patas dianteiras identificando
um pequeno osso móvel, bem como ter uma carne rosada sem manchas.

Ao comprar coelho inteiro, tenha em atenção que metade do seu peso vai ser
desperdiçado ao eliminar os ossos. Lave a peça e coloque-a no frigorífico.
Poderá também congelá-la sem as vísceras.


in Nestle.pt consultado em 16-II-2010

publicado por Santos Vaz às 21:15

13 de Fevereiro de 2010

A composição da gordura do leite das espécies ruminantes caracteriza-se por uma enorme complexidade.

Relativamente ao perfil dos ácidos gordos , cerca de 65% são saturados (AGS), 30% mono-insaturados (AGMI) e 5% polinsaturados (AGPI). Contabilizam-se ácidos gordos (AG) de cadeia curta (C4:0 a C12:0), AG de cadeia média (C14:0 a C17:0) e de cadeia longa (>C18:0). Muitos são específicos destas espécies animais, como alguns de cadeia curta (C4:0 a C8:0), de cadeia ímpar (C15:0, C17:0, e C17:1) e de cadeia ramificada com origem nos lípidos microbianos ruminais, bem como diversos isómeros cis e trans do ácido oleico e do ácido linoleico com origem na biohidrogenação ruminal dos AGMI e AGPI da dieta. Além da classificação estrutural (comprimento da cadeia carbonada, ou quanto ao grau de saturação), os AG da gordura do leite podem ainda ter uma classificação funcional, relativa ao metabolismo do colestrol. Está bem estabelecido que os AG saturados de cadeia média, láurico (C12:0), mirístico (C14:0) e palmítico (C16:0) exercem efeitos hipercolesterémicos , enquanto que os AG de cadeia longa, AGMI (ácido oleico) e AGPI (linoléico e linolénico) são hipocolesterémicos. Cerca de 20 a 25% do AG saturados da gordura do leite (C4:0 a C10:0 e o ácido estereárico – C18:0), são neutros relativamente ao metabolismo do colesterol.

Os conjugado do ácido linoleico (CLA) referem-se a um conjunto de isómeros geométricos e posicionais do ácido linoleico. Dos diversos isómeros aquele que se encontra em maior concentração na gordura do leite (+ de 90% do total) é o vulgarmente designado por ácido ruménico (C18:2 cis-9,trans-11). Em modelos animais, este isómero inibe o desenvolvimento da aterosclerose, atenua reacções alérgicas, melhora a resposta imunitária do organismo, possui propriedades anti-diabéticas e inibe a carcinogénese. O ácido ruménico é produzido directamente no rúmen (10 a 20% do total) por biohidrogenação do ácido linoleico da dieta e nos tecidos animais (80 a 90%) por acção da enzima delta-9 dessaturase, sobre o ácido vacénico (C18:1 trans-11) produzido em quantidades significativas no rúmen por biohidrogenação dos AGPI da dieta. Independentemente da dieta, os ácidos ruménico e vacénico estão positivamente correlacionados na gordura do leite. Este facto é importante, porque estudos com humanos demonstraram que a ingestão de uma dieta rica em ácido vacénico provocou um aumento de 25% na concentração sanguínea de ácido ruménico, o que sugere que a enzima delta-9 dessaturase exerce actividade no organismo humano.

Com vista à valorização nutricional e dietética dos produtos lácteos, o objectivo deverá ser diminuir a fracção hipercolesterémica (AGS de cadeia média) da gordura do leite e aumentar a fracção hipocolesterémica (AGMI e AGPI) assim como os ácidos gordos com potencial acção anticarcinogénica (ruménico e vacénico). A estratégia mais rápida e eficaz para conseguir este objectivo é através da manipulação da dieta das vacas em lactação, quer pela alimentação em pastoreio, quer pela suplementação com óleos vegetais.

Genericamente a dieta baseada no pastoreio melhora o valor dietético da gordura do leite, aumentando a concentração dos AG que exercem efeito benéfico sobre a saúde e diminuindo a concentração dos AG que exercem efeito negativo.

Poderá concluir-se que os lacticínios produzidos com base no pastoreio possuem um perfil de ácidos gordos com características intrínsecas que os diferenciam positivamente dos mesmos provenientes de sistemas de produção mais intensivos.

Oldemiro A. Rego, Influência da dieta sobre o perfil dos ácidos gordos da gordura do leite de vaca.

In Vida Rural nº 1754, ano 57 Fevereiro de 2010, pp. 30-32

publicado por Santos Vaz às 21:06

Espádua-a-dentro é um exercício em duas pistas no qual o cavalo se encurva uniformemente da cabeça ao rabo, delocando-se paralela mente a si mesmo. Os ombros e os anteirores saem da pista, mantendo-se nela os posteriores. O ângulo em relação à direcção do movimento não deve exceder os 30º.

  

publicado por Santos Vaz às 18:06

Esta disciplina exige alguns conhecimentos para que possa ser devidamente apreciada pela generalidade dos seus espectadores. É reconhecidamente a base de toda a Equitação. No essencial, exige uma ligação perfeita entre cavalo e cavaleiro demonstrada perante um Júri que aos diferentes exercícios atribui classificações conforme critérios bem definidos e de grande rigor.
A atitude do cavalo, a submissão ao cavaleiro, a calma, a correcção e amplitude dos movimentos correspondentes aos diversos exercícios a que se adiciona no que respeita ao cavaleiro que se deve apresentar com irrepreensível indumentária, perfeita postura e exercendo as acções de comando de uma forma quase imperceptível, contam para uma classificação por pontos, atribuída por juízes, regulamentarmente posicionados na pista.
Os testes de nível inferior realizam-se numa pista de 40 x 20 m, enquanto que as competições internacionais e as de nível médio utilizam uma pista de 60 x 20.

publicado por Santos Vaz às 18:04

 

Regulamento Relativo às Normas sobre Reprodução Animal, Livros Genealógicos e Contrastes Funcionais

Ministério da Agricultura e Pescas, Secretaria de Estado do Fomento Pecuário
Direcção Geral dos Serviços Pecuários
Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1977

Contraste de “performances” de bovinos de carne
O performance test é uma prova individual que visa os seguintes caracteres:
O tipo;
A velocidade de crescimento;
A conversão alimentar.
(…)
A velocidade de crescimento, pelo ganho médio diário em peso vivo no período de duração do teste;
A conversão alimentar, pela quantidade de matéria seca ingerida por quilograma de peso vivo ganho durante o teste.
Os animais a testar serão recrutados em manadas inscritas no livro genealógico ou no registo zootécnico, multiplicadas em raça pura e onde se proceda à sistemática e oportuna identificação dos vitelos nascidos e à sua pesagem à nascença, três e cinco meses.
O recrutamento será feito quando os vitelos têm idades compreendidas entre os cinco e os seis meses.
A entrada no centro de testagem é precedida de exame sanitário e zootécnico. Neste último aspecto importa que os animais obedeçam ao padrão morfológico da raça e exibam bom desenvolvimento e correcta conformação.
Após a entrada no centro de testagem, os animais serão mantidos em regime de habituação ao manejo estabelecido para o teste durante o período de vinte e um dias.
O regime alimentar durante o período de testagem é o seguinte:
Palha de trigo ou feno – 2 kg/dia
Alimento composto completo – ad libitum
(…)
Com base nos elementos referidos nos nºs 2 e 3, os animais são pontuados e classificados, destinando-se à inseminação artificial os mais valorizados, e os restantes, quando aprovados, à cobrição natural, de acordo com o nível zootécnico das explorações.
publicado por Santos Vaz às 18:03

Tem por base a venda do vitelo entre os 6 meses e o ano de idade; acontece nas zonas de extensivo onde os alimentos invernais ou estivais são em pouca quantidade e qualidade o que provoca a venda de vitelos para engordadores. Caracteriza-se por uma menor eficiência energética quando comparamos com explorações leiteiras, pois requer 2 fases de transformação: os alimentos em leite, e o leite em tecido corporal. A vantagem está que as vacadas produtoras de vitelos, por serem menos eficientes tb utilizam alimentos mais grosseiros. Conclui-se assim que efectivos bovinos explorados nas zonas marginais são animais muito eficientes para as condições que se lhes deparam.

publicado por Santos Vaz às 18:02

 

Constituição dos Testículos dos Touros

O aparelho genital masculino é constituído por:
1. Testículos – alojados nas bolsas testiculares, têm uma função espermatogénica e uma função endócrina.
2. Vias espermáticas – sistema tubular que conduz, nutre, protege e armazena os espermatozóides, encaminhando-os junto com os produtos das glândulas anexas para o órgão copulador;
3. Glândulas anexas – glândulas vesiculares, próstata e glândulas bulbo-uretrais, cujas secreções têm um papel importante no metabolismo dos espermatozóides e que contribuem para a formação do sémen;
4. Órgão copulador – durante o coito introduz o sémen nas vias genitais femininas.

Os testículos são órgãos pares, ovóides, alongados, achatados lateralmente e de dimensões variáveis com o meio e com a idade. No touro cada testículo pesa entre 300 a 600g. São suportados pelo funículo espermático, sendo o esquerdo geralmente mais descaído do que o direito. Em cada testículo há a considerar dois bordos, um livre e um fixo, ao qual adere o epidídimo e duas extremidades ou pólos, a anterior ou dorsal e a posterior ou ventral. Cada testículo está rodeado pela túnica serosa, subjacente à qual existe uma cápsula de tecido conjuntivo formada de fibras colagénias e elásticas de cor esbranquiçada designada túnica albugínea. Esta reflecte-se para o interior do órgão ao longo do seu bordo fixado formando o mediastino testicular ou corpo de Highmore, que tende a dispor-se numa localização central. Alberga segmentos de sistema canicular, dos vasos e dos nervos testiculares. Do mediastino para a face interna da albugínea partem lamelas divergentes que delimitam o parênquima testicular em lóbulos coniformes, verdadeiras unidades funcionais do testículo. Em cada lóbulo existem dois a quatro tubos seminíferos, nos quais as células germinais se mutiplicam e convertem em espermatozóides. Os tubos seminiferos com um diâmetro de 200 a 300µm e muito flexuosos, são mantidos por um tecido conjuntivo reticular. A sua parede possui externamente uma lâmina própria, resistente, de fibras conjuntivas dispostas concentricamente e uma membrana asal ou vítrea, sobre a qual repousa um epitélio com diversas camadas de células de dois tipos fundamentais – as espermatogénicas e as de suporte ou de Sertoli. Nas espécies pecuárias maiores, como é o caso dos bovinos, o comprimento total dos tubos seminíferos estará entre os 3000 e os 8000 m, representando 60 a 80% do volume total da gónada. O estroma do lóbulos testicular comporta ainda um conjunto de células secretoras designadas células intersticiais ou de Leydig (Cannas Simões, 1984).
publicado por Santos Vaz às 18:00

Diagnóstico precoz de Freemartinismo en ganado vacuno

Los animales Freemartin son hembras genéticas en el momento de la concepción, pero que al proceder de gestaciones gemelares con macho y debido al sistema de placentación de la vaca que presenta en la mayor parte de los casos intercomunicaciones vasculares entre los sacos corioatlantoideos, se convierten en quimeras o mosaicos ya que poseen células con diferente dotación cromosómica. Fenotípicamente se trata de animales que sufren una inhibición en los órganos reproductores femeninos que les conduce a la esterilidad. Aproximadamente el 88-92% de las hembras nacidas gemelas de macho presentan intersexualidad.

http://www.xeneticafontao.com/02_laboratorio/laboratorio.htm

 

publicado por Santos Vaz às 17:59

A transferência de embriões (T.E.) é uma técnica de maneio reprodutivo, pela qual um ou mais embriões é ou são recolhidos de uma fêmea (dadora), e transferido para outra fêmea (receptora), na qual ocorrerá a gestação e o parto.
A transferência de embriões tem permitido aumentar o número de descendentes dos melhores animais na própria exploração e tem contribuído para uma comercialização de embriões entre explorações provocando assim um ganho genético global.


Selecção da Dadora
Para assegurar a superioridade genética, assim como a possibilidade de obter embriões viáveis, a selecção das dadoras deve obedecer aos seguintes critérios:

Exploração:
– Bom maneio, com especial atenção ao maneio reprodutivo;
– Ausência de doenças (Doenças de Declaração Obrigatória e outras tais como: IBR, BVD, Neospora, etc...;
– Boa colaboração do criador.

Dadoras:
– Geneticamente superiores (5% melhores da exploração)
– Fêmeas preferencialmente com sucesso em tratamentos anteriores;
– Fêmeas Jovens;
– Fêmeas isentas de anomalias de conformação ou doenças genéticas;
– Fêmeas com ciclos éstricos (cios) regulares;

Selecção do Touro de Inseminação
Tal como a selecção da dadora, a selecção do touro é de extrema importância para que haja ganho genético na descendência.
Um emparelhamento correcto com um touro de elite deve ser bem ponderado, pois por superior que seja a fêmea seleccionada, certamente terá aspectos a melhorar.
No emparelhamento deve evitar-se touros de dificuldade de partos, uma vez que são preferencialmente seleccionadas as novilhas para receptoras.

Selecção das Receptoras
As fêmeas seleccionadas para receptoras devem ser sempre de baixo valor genético, desta forma não só aumentamos a descendência dos melhores exemplares como diminuímos o número de descendentes dos piores.
A taxa de gestações é superior se utilizarmos novilhas visto em média terem taxas de fertilidade superiores.

publicado por Santos Vaz às 17:57

Muitos dos medicamentos são administrados pela via oral, transcutânea, mas também pela injecção. Entre as injecções, as vias mais utilizadas são as subcutâneas (SC) e as intermusculares (IM). Existem igualmente outras vias, contudo são utilizadas genericamente no foro veterinário.
A Subcutânea e a intermuscular são actualmente as injecções que são indiscriminadamente utilizadas pelos criadores ou pelos tratadores de gado, muitas vezes mal efectuadas, que levam o stress ao animal, sem respeitar o bem-estar animal. É indispensável a pratica de injecções em boas condições.
Em todo o caso, parece-nos imprescindível para a realização de uma intervenção, uma boa contenção do animal, com a ajuda de uma manga de contenção. Verificamos que em muitas explorações esta realidade básica não existe, indispensável para a segurança de todos.

VIA SUBCUTÂNEA

Definição
Estas injecções consistem em administrar dentro do tecido conjuntivo subcutâneo, um produto que se dispersa lentamente no organismo.
Objectivo
Em uma forma geral esta via utiliza-se para as vacinas, que ao dispersarem-se lentamente no organismo, vão assegurar a criação de anticorpos que previnem as doenças. As injecções subcutâneas têm uma acção preventiva. A prevenção, de uma forma geral, é de seis meses a um ano, utilizando-se o rappel para voltar a reforçar a quantidade de anticorpos por mais um período de tempo.
Outros produtos administrados frequentemente pela via subcutânea são os desparasitantes, soros, no entanto, não respondem na sua utilização à definição e aos objectivos deste tipo de via.

O material necessário
– Uma seringa estéril com o volume apropriado à injecção.
– Agulhas esterilizadas curtas de 10 a 15 mm, com um diâmetro de 10 a 13/10, segundo a viscosidade do produto utilizado.
– Álcool e algodão.
– Um marcador.

A localização
No Adulto ou no jovem bovino, as diferentes localizações são as mesmas. Com o objectivo de ter em conta a diminuição dos riscos de criação de abcessos (segundo o produto utilizado), que não tem qualquer impacto negativo na vida do animal, mas com uma aparência negativa para os visitantes, é aconselhável a realização das injecções com a seguinte prioridade:

1. Ao nível da barbela (antes da ponta da espádua),
2. Sobre a fase lateral da tábua do pescoço,
3. No pós espádua.
As localizações são também a definir pelo operador, consoante o tipo de contenção utilizado.

Técnica a utilizar
É fortemente aconselhado proceder a uma desinfecção no ponto de impacto da agulha, de forma a diminuir os agentes patogénicos no local, prevenindo assim, futuras complicações. Puxar a pele, picar perpendicularmente a pele, largar a pele, injectar lentamente o produto e colocar o dedo sobre o orifício na pele para que o produto não retorne, são os pontos sequenciais a seguir pelo operador.
As injecções pela via subcutânea são difíceis de executar correctamente. Injectar bolhas de ar não tem qualquer importância. Deve-se evitar vacinar um animal doente.

VIA INTRAMUSCULAR

Definição
É uma administração no meio da massa muscular de um produto que será absorvido rapidamente pelos capilares sanguíneos.

Objectivo
A via intermuscular é utilizada para injectar os produtos curativos de eficiência rápida. Administram-se assim, os antibióticos, as vitaminas, anti-parasitários, certas hormonas ...

O material necessário
– seringa esterilizada ao volume apropriado da injecção.
– Agulhas esterilizadas de 30 a 40 mm de comprimento com um diâmetro de 10 a 15/10 segundo a fluidez do produto.
– Álcool e algodão.
– Um marcador.

A localização
O operador deverá privilegiar o terço superior do pescoço (1), sobretudo em jovens animais com destino ao abate (evita nervos e vertebras). As infecções neste local, têm uma incidência a nível económico reduzida, porque esta zona corresponde a peças de terceira categoria. Se esta zona não está disponível, ou por qualquer outra razão, poderá realizar a via intramuscular na região da garupa, a meia distância entre a ponta da anca e a base da pombinha para os animais em reprodução. Dever-se-á ter em atenção, que a permanência do animal na exploração por algum tempo, é um factor predominante para a utilização desta via nesta região. Um animal que o seu abate esteja previsto para breve, não deverá de ser injectado na garupa.

Técnica a utilizar
– Desinfectar o local de aplicação.
– Espetar a agulha perpendicularmente no músculo, posteriormente montar a seringa na agulha.
– Injectar lentamente o produto, retirando a agulha rapidamente, com o objectivo de colocar o dedo no orifício provocado pela agulha. É desejável antes de injectar o produto, verificar se a extremidade da agulha se encontra numa veia, aspirando. Se o sangue entra na seringa, retirar a agulha e voltar a executar a operação desviado do local 5 a 6 cm de distância.
Estas injecções são fáceis de realizar, contudo:
– Prevenir se não pica o osso,
– Evitar de injectar ar, para não correr o risco de provocar um meio anaeróbio favorável ao desenvolvimento de microorganismos na massa muscular, principalmente se o material não está convenientemente desinfectado.

Conselhos Práticos:
– Para escolha das agulhas: uma agulha 45/10 significa 45 mm de comprimento, e 1/10 de 1 mm de diâmetro interior.
– Para encher uma seringa de produto a partir de um frasco novo, despejar o ar da seringa no interior do frasco para que o produto penetra com facilidade no interior da seringa.
– Verificar o estado da agulha passando com o dedo pela extremidade desta. Deitá-la fora se arranha.
– Utilizar de preferência as agulhas e seringas esterilizadas. Após a intervenção, limpá-las rapidamente. A esterilização a frio é preferível. Limpar os jogos das seringas com óleo de silicone.
- Trocar agulhas após cada grupo de 5 a 10 animais.

publicado por Santos Vaz às 17:56

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